Dr. Leopoldo Oiticica Barbosa, PhDOftalmologista em Maceió

Catarata

Como escolher um oftalmologista para cirurgia de catarata

A cirurgia de catarata é um dos procedimentos mais realizados no mundo, e muda muito o dia a dia de quem opera. Escolher bem quem vai operar ajuda a evitar surpresas antes, durante e depois.

Por Dr. Leopoldo Oiticica Barbosa, PhD, médico oftalmologista, CRM-AL 7529, RQE 4713. Publicado em , revisado em .

Para escolher o cirurgião de catarata, verifique três coisas objetivas: registro de especialista (RQE) em oftalmologia, experiência específica com o tipo de lente e a complexidade do seu caso, e a qualidade do exame pré-operatório. Um bom sinal é o cirurgião explicar as trocas de cada lente em vez de vender a mais cara.

5 critérios para avaliar um cirurgião de catarata Titulação Especialista CBO + RQE no CRM Doutorado ou publicações: plus 1 Volume Cirurgiões com alto volume têm menor taxa de complicação (dado da literatura) 2 Tecnologia Biometria óptica de alta precisão e facoemulsificador moderno 3 Comunicação Explica opções sem promessas irreais sobre independência dos óculos 4 D+1 1ª semana Pós-op Acompanhamento estruturado e disponibilidade para urgências 5

A cirurgia de catarata moderna é segura e eficaz quando bem indicada e executada. E boa parte disso depende de quem opera: a formação, a experiência com casos difíceis, os exames disponíveis e a clareza da conversa antes e depois da cirurgia.

Por que a escolha do cirurgião importa?

A facoemulsificação (técnica moderna de catarata) é tecnicamente exigente. A maioria dos casos é de baixa complexidade. Quando o caso é difícil (catarata muito avançada, cristalino deslocado, glaucoma associado, córnea doente), a experiência de quem opera pesa mais.

Além disso, a decisão sobre qual lente usar é tão importante quanto a cirurgia em si. Um cirurgião que examina com calma e explica as opções é diferente de um que indica a mesma lente para todo mundo.

Critérios para avaliar o cirurgião

1. Titulação e especialização

Verifique se o médico tem o título de especialista em oftalmologia pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), que aparece no CRM como RQE (Registro de Qualificação de Especialista). Fellowship ou preceptoria em catarata também contam.

O doutorado ou produção científica na área indica que o profissional está próximo da literatura atualizada e das melhores práticas.

2. Volume cirúrgico e experiência com casos complexos

Estudos mostram que cirurgiões que operam mais têm, em média, menos complicações. Pergunte diretamente quantas cirurgias de catarata o médico realiza por mês e se tem experiência com casos complexos (catarata branca, núcleo duro, pacientes com glaucoma ou problemas corneanos).

3. Acesso à tecnologia

A qualidade do resultado cirúrgico depende também da infraestrutura disponível:

4. Qualidade da consulta pré-operatória

A consulta antes da cirurgia é reveladora. Um bom cirurgião de catarata:

Desconfie de cirurgiões que garantem visão perfeita sem óculos em todos os casos, ou que decidem qual lente usar sem fazer uma avaliação detalhada do seu olho.

5. Acompanhamento pós-operatório

O cuidado continua depois da cirurgia. Consultas de retorno bem estruturadas (no dia seguinte, na primeira semana, no primeiro mês) são essenciais para identificar e tratar precocemente qualquer intercorrência. Verifique se o serviço tem disponibilidade para urgências no pós-operatório.

Perguntas que você pode fazer na consulta

Lista de verificação antes de decidir

  • O médico tem RQE de oftalmologista no CRM
  • Tem especialização ou formação adicional em catarata
  • Realizou uma biometria de alta precisão antes de indicar a lente
  • Explicou as diferenças entre lente monofocal e premium com clareza
  • Não prometeu resultados que dependem de variáveis fora do controle cirúrgico
  • O centro cirúrgico tem estrutura adequada
  • Há disponibilidade de retorno rápido em caso de complicação

Perguntas frequentes

Como sei se o médico é realmente especialista em oftalmologia?

Consulte o número de RQE no site do Conselho Federal de Medicina ou no Conselho Regional do estado. O RQE é o registro de qualificação de especialista e só existe para quem concluiu residência ou obteve título pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia.

Quantas perguntas devo fazer antes de operar?

As essenciais: qual lente está sendo indicada e por quê, quais são as desvantagens dessa lente, qual a chance de eu precisar de óculos depois, quem faz a cirurgia e onde, e qual o plano se o resultado não for o esperado.

O exame pré-operatório importa tanto assim?

Importa mais que o equipamento da sala. O cálculo da lente depende de biometria óptica de qualidade, topografia de córnea e avaliação de retina e nervo óptico. Erro de medida não é corrigido por técnica cirúrgica.

Devo desconfiar de preço muito baixo?

Preço isolado não diz nada, mas vale entender o que está incluído: qual lente, quais exames, quantos retornos, e o que acontece se houver necessidade de novo procedimento. Pacote incompleto costuma aparecer como custo depois.

Cirurgia de catarata com laser é melhor?

O laser de femtossegundo automatiza etapas da cirurgia, mas os grandes estudos não mostram superioridade consistente de resultado visual final sobre a facoemulsificação convencional bem feita. A experiência do cirurgião pesa mais que a tecnologia empregada.

Posso operar os dois olhos no mesmo dia?

A prática mais comum no Brasil é operar um olho e o outro depois de alguns dias a semanas, o que permite ajustar o cálculo do segundo olho com base no resultado do primeiro. Casos selecionados podem fugir dessa regra.

Consulta em Maceió

Quer uma avaliação detalhada da sua catarata e das opções cirúrgicas disponíveis para o seu caso?

Atendo no Instituto de Olhos de Maceió, nas unidades Farol e Ponta Verde.

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